terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Só pra descontrair , achei essa matéria no site da Chris Flores e decidi logo 

compartilhar...

As aulas já começaram e diversão faz parte.

Não custa nada também , liberar um tempinho pra tarefas brincantes...além de não ter gastos.

Ainda tem o fato de que estaremos lidando com reaproveitamento de material e isso é 

bom demais da conta.

Sejam felizes com essa tarefa....façam, tirem fotos e mandem pro e-mail:

rosiribeiroarte@gmail.com, que publicarei os trabalhos aqui no blog.

Abraços e até a próxima...


Chocalho de garrafa pet


Sabe o vasilhame do refrigerante que você vai jogar fora? Não faça isso. Ele pode se transformar em um instrumento musical para o seu filho brincar
Divulgação
Divulgação

As sacolinhas plásticas foram proibidas no supermercado. Que tal aproveitar que as pessoas estão se conscientizando de que é preciso preservar o planeta e ensinar ao seu filho que é possível fazer brinquedos com sucata?
Desta vez, o Professor Sassá ensina a fazer um chocalho com garrafa pet. Confira o passo a passo:


Material

Divulgação
Divulgação


Garrafa Pet
Tampinhas coloridas
Tesoura
Vinil adesivo Plastcover

Como fazer

1.  Corte a garrafa ao meio e remova 3 cm de borda de cada lado;
2.  Coloque as tampinhas dentro da garrafa;
3.  Feche a garrafa encaixando os lados cortados, como mostra a foto;
4.  Decore com vinil adesivo.
Agora é só chacoalhar e brincar por aí!

O Professor Sassá teve contato com a arte desde muito cedo. Sua mãe o apresentou às cores e ele nunca mais as esqueceu. Sempre estimulado a criar e produzir, tudo era motivo para fazer “arte”. Mestre em desenvolver atividades pedagógicas de forma bem divertida, faz ”arte”, utilizando os mais diversos materiais do cotidiano como matéria-prima.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma  história pra contar...

É bom , vez ou outra lermos sobre a história dos direitos de crianças e adolescentes.
Entender....compartilhar,abrir discussões pra que possamos colaborar .
Boa leitura a todos.
Até a próxima.


Uma Breve História dos Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil

Gisella Werneck Lorenzi*


Até 1900 – Final do Império e início da Republica
Santa Casa de Misericórdia


Não se tem registro, até o início do século XX, do desenvolvimento de políticas sociais desenhadas pelo Estado brasileiro. As populações economicamente carentes eram entregues aos cuidados da Igreja Católica através de algumas instituições, entre elas as Santas Casas de Misericórdia. No Brasil, a primeira Santa Casa foi fundada no ano de 1543, na Capitania de São Vicente (Vila de Santos). Estas instituições atuavam tanto com os doentes quanto com os órfãos e desprovidos. O sistema da Roda das Santas Casas, vindo da Europa no século XVIII, tinha o objetivo de amparar as crianças abandonadas e de recolher donativos.
A Roda constituía-se de um cilindro oco de madeira que girava em torno do próprio eixo com uma abertura em uma das faces, alocada em um tipo de janela onde eram colocados os bebês. A estrutura física da Roda privilegiava o anonimato das mães, que não podiam, pelos padrões da época, assumir publicamente a condição de mães solteiras. Mais tarde em 1927 o Código de Menores proibiu o sistema das Rodas, de modo a que os bebês fossem entregues diretamente a pessoas destas entidades, mesmo que o anonimato dos pais fosse garantido. O registro da criança era uma outra obrigatoriedade deste novo procedimento.
Ensino e trabalho


O ensino obrigatório foi regulamentado em 1854. No entanto, a lei não se aplicava universalmente, já que ao escravo não havia esta garantia. O acesso era negado também àqueles que padecessem de moléstias contagiosas e aos que não tivessem sido vacinados. Estas restrições atingiam as crianças vindas de famílias que não tinham pleno acesso ao sistema de saúde, o que faz pensar sobre a influência da acessibilidade e qualidade de uma política social sobre a outra ou como vemos aqui, de como a não cobertura da saúde restringiu o acesso das crianças à escola, propiciando uma dupla exclusão aos direitos sociais.
Com relação à regulamentação do trabalho, houve um decreto em 1891 - Decreto nº 1.313 – que estipulava em 12 anos a idade mínima para se trabalhar. Segundo alguns autores, no entanto, tal determinação não se fazia valer na prática, pois as indústrias nascentes e a agricultura contavam com a mão de obra infantil.

1900 a 1930 – A República
Lutas sociais


O início do século XX foi marcado, no Brasil pelo surgimento das lutas sociais do proletariado nascente. Liderado por trabalhadores urbanos, o Comitê de Defesa Proletária foi criado durante a greve geral de 1917. O Comitê reivindicava, entre outras coisas, a proibição do trabalho de menores de 14 anos e a abolição do trabalho noturno de mulheres e de menores de 18 anos.
Em 1923, foi criado o Juizado de Menores, tendo Mello Mattos como o primeiro Juiz de Menores da América Latina. No ano de 1927, foi promulgado o primeiro documento legal para a população menor de 18 anos: o Código de Menores, que ficou popularmente conhecido como Código Mello Mattos.
O Código de Menores era endereçado não a todas as crianças, mas apenas àquelas tidas como estando em "situação irregular" . O código definia, já em seu Artigo 1º, a quem a lei se aplicava:
" O menor, de um ou outro sexo, abandonado ou delinquente, que tiver menos de 18 annos de idade, será submettido pela autoridade competente ás medidas de assistencia e protecção contidas neste Codigo." (grafia original) Código de Menores - Decreto N. 17.943 A – de 12 de outubro de 1927
O Código de Menores visava estabelecer diretrizes claras para o trato da infância e juventude excluídas, regulamentando questões como trabalho infantil, tutela e pátrio poder, delinqüência e liberdade vigiada. O Código de Menores revestia a figura do juiz de grande poder, sendo que o destino de muitas crianças e adolescentes ficava a mercê do julgamento e da ética do juiz.

1930 a 1945 – Estado Novo
Programas assistencialistas


A revolução de 30 representou a derrubada das oligarquias rurais do poder político. O desenvolvimento de um projeto político para o país era, na visão de estudiosos, ausente neste momento, por não haver um grupo social legítimo que o pudesse idealizar e realizar. Isto acabou por permitir o surgimento de um Estado autoritário com características corporativas, que fazia das políticas sociais o instrumento de incorporação das populações trabalhadoras urbanas ao projeto nacional do período.
O Estado Novo, como ficou conhecido este período, vigorou entre 1937 e 1945, sendo marcado no campo social pela instalação do aparato executor das políticas sociais no país. Dentre elas destaca-se a legislação trabalhista, a obrigatoriedade do ensino e a cobertura previdenciária associada à inserção profissional, alvo de críticas por seu caráter não universal, configurando uma espécie de cidadania regulada – restrito aos que tinham carteira assinada.
O sufrágio universal foi reconhecido nesta época como um direito político de indivíduos, excluídos até então, como as mulheres.
Em 1942, período considerado especialmente autoritário do Estado Novo, foi criado o Serviço de Assistência ao Menor - SAM. Tratava-se de um órgão do Ministério da Justiça e que funcionava como um equivalente do sistema Penitenciário para a população menor de idade. Sua orientação era correcional-repressiva. O sistema previa atendimento diferente para o adolescente autor de ato infracional e para o menor carente e abandonado, de acordo com a tabela abaixo:


Atendimento no Serviço de Assistência ao Menor
Situação irregularAdolescente autor de ato infracionalMenor carente e abandonado
Tipo de AtendimentoInternatos: reformatórios e casas de correçãoPatronatos agrícolas e escolas de aprendizagem de ofícios urbanos
Além do SAM, algumas entidades federais de atenção à criança e ao adolescente ligadas à figura da primeira dama foram criadas. Alguns destes programas visavam o campo do trabalho, sendo todos eles atravessados pela prática assistencilalista:
  • LBA - Legião Brasileira de Assistência - agência nacional de assistência social criada por Dona Darcy Vargas. Intitulada originalmente de Legião de Caridade Darcy Vargas, a instituição era voltada primeiramente ao atendimento de crianças órfãs da guerra. Mais tarde expandiu seu atendimento.
  • Casa do Pequeno Jornaleiro: programa de apoio a jovens de baixa renda baseado no trabalho informal e no apoio assistencial e sócio-educativo.
  • Casa do Pequeno Lavrador: programa de assistência e aprendizagem rural para crianças e adolescentes filhos de camponeses.
  • Casa do Pequeno trabalhador: Programa de capacitação e encaminhamento ao trabalho de crianças e adolescentes urbanos de baixa renda. Casa das Meninas: programa de apoio assistencial e sócio-educativo a adolescentes do sexo feminino com problemas de conduta.

1945 a 1964 - Redemocratização
Abertura política e organização social


O Governo Vargas é deposto em 1945 e uma nova constituição é promulgada em 1946, a quarta Constituição do país. De caráter liberal, esta constituição simbolizou a volta das instituições democráticas. Restabeleceu a independência entre os 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), trouxe de volta o pluripartidarismo, a eleição direta para presidente (com mandato de 5 anos), a liberdade sindical e o direito de greve. Acabou também com a censura e a pena de morte.
Em 1950, foi instalado o primeiro escritório do UNICEF no Brasil, em João Pessoa, na Paraíba. O primeiro projeto realizado no Brasil destinou-se às iniciativas de proteção à saúde da criança e da gestante em alguns estados do nordeste do país.
Do ponto de vista da organização popular, o período entre 45 e 64 foi marcado pela co-existência de duas tendências: o aprofundamento das conquistas sociais em relação à população de baixa renda e o controle da mobilização e organização, que começa a surgir paulatinamente nas comunidades.
O SAM passa a ser considerado, perante a opinião pública, repressivo, desumanizante e conhecido como "universidade do crime". O início da década de 60 foi marcado, portanto, por uma sociedade civil mais bem organizada, e um cenário internacional polarizado pela guerra fria, em que parecia ser necessário estar de um ou outro lado.

1964 a 1979 – Regime Militar
FUNABEM e Código de 79


O Golpe Militar de 64 posicionou o Brasil, frente ao panorama internacional da guerra fria, em linha com os países capitalistas. Uma ditadura militar foi instituída, interrompendo por mais de 20 anos o avanço da democracia no país. Em 1967, houve a elaboração de uma nova Constituição, que estabeleceu diferentes diretrizes para a vida civil. A presença autoritária do estado tornou-se uma realidade. Restrição à liberdade de opinião e expressão; recuos no campo dos direitos sociais e instituição dos Atos Institucionais que permitiam punições, exclusões e marginalizações políticas eram algumas das medidas desta nova ordem trazidas pelo golpe. Como forma de conferir normalidade a está prática de exceção foi promulgada em 1967, nova constituição Brasileira.
O período dos governos militares foi pautado, para a área da infância, por dois documentos significativos e indicadores da visão vigente:
  • A Lei que criou a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Lei 4.513 de 1/12/64)
  • O Código de Menores de 79 (Lei 6697 de 10/10/79)
A Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor tinha como objetivo formular e implantar a Política Nacional do Bem Estar do Menor, herdando do SAM prédio e pessoal e, com isso, toda a sua cultura organizacional. A FUNABEM propunha-se a ser a grande instituição de assistência à infância, cuja linha de ação tinha na internação, tanto dos abandonados e carentes como dos infratores, seu principal foco.
O Código de Menores de 1979 constituiu-se em uma revisão do Código de Menores de 27, não rompendo, no entanto, com sua linha principal de arbitrariedade, assistencialismo e repressão junto à população infanto-juvenil. Esta lei introduziu o conceito de "menor em situação irregular", que reunia o conjunto de meninos e meninas que estavam dentro do que alguns autores denominam infância em "perigo" e infância "perigosa". Esta população era colocada como objeto potencial da administração da Justiça de Menores. É interessante que o termo "autoridade judiciária" aparece no Código de Menores de 1979 e na Lei da Fundação do Bem Estar do Menor, respectivamente, 75 e 81 vezes, conferindo a esta figura poderes ilimitados quanto ao tratamento e destino desta população.
Estudos


A partir de meados da década de 70, começou a surgir, por parte de alguns pesquisadores acadêmicos, interesse em se estudar a população em situação de risco, especificamente a situação da criança de rua e o chamado delinqüente juvenil. A importância destes trabalhos nos dias de hoje é grande pelo ineditismo e pioneirismo do tema. Trazer a problemática da infância e adolescência para dentro dos muros da universidade, em plena ditadura militar, apresentou-se como uma forma de colocar em discussão políticas públicas e direitos humanos.
Destacam-se os seguintes trabalhos, que ser tornaram referência bibliográfica:
  • “A criança, o adolescente, a cidade”: pesquisa realizada pelo CEBRAP- São Paulo em 1974
  • “Menino de rua: expectativas e valores de menores marginalizados em São Paulo”: pesquisa realizada por Rosa Maria Fischer em 1979
  • “Condições de reintegração psico-social do delinqüente juvenil; estudo de caso na Grande São Paulo”: tese de mestrado de Virginia P. Hollaender pela PUC/SP em 1979
  • “O Dilema do Decente Malandro” tese de mestrado defendida por Maria Lucia Violante em 1981, publicado posteriormente pela editora Cortez.

Década de 80 – Abertura Política e nova Redemocratização
Bases para o Estatuto


A década de 80 permitiu que a abertura democrática se tornasse uma realidade. Isto se materializou com a promulgação, em 1988, da Constituição Federal, considerada a Constituição Cidadã.
Para os movimentos sociais pela infância brasileira, a década de 80 representou também importantes e decisivas conquistas. A organização dos grupos em torno do tema da infância era basicamente de dois tipos: os menoristas e os estatutistas. Os primeiros defendiam a manutenção do Código de Menores, que se propunha a regulamentar a situação das crianças e adolescentes que estivessem em situação irregular (Doutrina da Situação Irregular). Já os estatutistas defendiam uma grande mudança no código, instituindo novos e amplos direitos às crianças e aos adolescentes, que passariam a ser sujeito de direitos e a contar com uma Política de Proteção Integral. O grupo dos estatutistas era articulado, tendo representação e capacidade de atuação importantes.
Antonio Carlos Gomes da Costa relata algumas das estratégias utilizadas por este grupo para a incorporação da nova visão à nova Constituição: "Para conseguir colocar os direitos da criança e do adolescente na Carta Constitucional, tornava-se necessário começar a trabalhar, antes mesmo das eleições parlamentares constituintes, no sentido de levar os candidatos a assumirem compromissos públicos com a causa dos direitos da infância e adolescência".
Formada em 1987, a Assembléia Nacional Constituinte, presidida pelo deputado Ulysses Guimarães, membro do PMDB, era composta por 559 congressistas e durou 18 meses. Em 5 de outubro de 1988, foi então promulgada a Constituição Brasileira que, marcada por avanços na área social, introduz um novo modelo de gestão das políticas sociais - que conta com a participação ativa das comunidades através dos conselhos deliberativos e consultivos.
Na Assembléia Constituinte organizou-se um grupo de trabalho comprometido com o tema da criança e do adolescente, cujo resultado concretizou-se no artigo 227, que introduz conteúdo e enfoque próprios da Doutrina de Proteção Integral da Organização das Nações Unidas, trazendo os avanços da normativa internacional para a população infanto-juvenil brasileira. Este artigo garantia às crianças e adolescentes os direitos fundamentais de sobrevivência, desenvolvimento pessoal, social, integridade física, psicológica e moral, além de protegê-los de forma especial, ou seja, através de dispositivos legais diferenciados, contra negligência, maus tratos, violência, exploração, crueldade e opressão.
Estavam lançadas, portanto, as bases do Estatuto da Criança e do Adolescente. É interessante notar que a Comissão de Redação do ECA teve representação de três grupos expressivos: o dos movimentos da sociedade civil, o dos juristas (principalmente ligados ao Ministério Público) e o de técnicos de órgãos governamentais (notadamente funcionários da própria Funabem).
Muitas das entidades vindas dos movimentos da sociedade civil surgiram em meados da década de 80 e tiveram uma participação fundamental na construção deste arcabouço legal que temos hoje. Como exemplos, destaca-se o Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), que surgiu em 1985 em São Bernardo do Campo, um importante centro sindical do país, e a Pastoral da Criança, criada em 1983, em nome da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, envolvendo forte militância proveniente dos movimentos sociais da igreja católica.

Década de 90 – Consolidando a Democracia
ECA e realidade


A promulgação do ECA (Lei 8.069/90) ocorreu em 13 de Julho de 1990, consolidando uma grande conquista da sociedade brasileira: a produção de um documento de direitos humanos que contempla o que há de mais avançado na normativa internacional em respeito aos direitos da população infanto-juvenil. Este novo documento altera significativamente as possibilidades de uma intervenção arbitrária do Estado na vida de crianças e jovens. Como exemplo disto pode-se citar a restrição que o ECA impõe à medida de internação, aplicando-a como último recurso, restrito aos casos de cometimento de ato infracional.
Desde a promulgação do ECA, um grande esforço para a sua implementação vem sido feito nos âmbitos governamental e não–governamental. A crescente participação do terceiro setor nas políticas sociais, fato que ocorre com evidência a partir de 1990, é particularmente forte na área da infância e da juventude. A constituição dos conselhos dos direitos, uma das diretrizes da política de atendimento apregoada na lei, determina que a formulação de políticas para a infância e a juventude deve vir de um grupo formado paritariamente por membros representantes de organizações da sociedade civil e membros representantes das instituições governamentais.
No entanto, a implementação integral do ECA ainda representa um desafio para todos aqueles envolvidos e comprometidos com a garantia dos direitos da população infanto-juvenil. Antonio Carlos Gomes da Costa, em um texto intitulado “O Desfio da Implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente”, denomina de salto triplo os três pulos necessários à efetiva implementação da lei. São eles:

  1. Mudanças no panorama legal: os municípios e estados precisam se adaptar à nova realidade legal. Muitos deles ainda não contam, em suas leis municipais, com os conselhos e fundos para a infância.
  2. Ordenamento e reordenamento institucional: colocar em prática as novas institucionalidades trazidas pelo ECA: conselhos dos direitos, conselhos tutelares, fundos, instituições que executam as medidas sócio-educativas e articulação das redes locais de proteção integral.
  3. Melhoria nas formas de atenção direita: É preciso aqui “mudar a maneira de ver, entender e agir” dos profissionais que trabalham diretamente com as crianças e adolescentes”. Estes profissionais são historicamente marcados pelas práticas assistencialistas, corretivas e muitas vezes repressoras, presentes por longo tempo na historia das práticas sociais do Brasil.
Com isto, há ainda um longo caminho a ser percorrido antes que se atinja um estado de garantia plena de direitos com instituições sólidas e mecanismos operantes. No entanto, pode-se dizer com tranqüilidade que avanços importantes vêm ocorrendo nos últimos anos, e que isto tem um valor ainda mais significativo se contextualizado a partir da própria história brasileira, uma história atravessada mais pelo autoritarismo que pelo fortalecimento de instituições democráticas. Neste sentido, a luta pelos direitos humanos no Brasil é ainda uma luta em curso, merecedora da perseverança e obstinação de todos os que acreditam que um mundo melhor para todos é possível.


Bibliografia:


COSTA, Antonio Carlos Gomes. É possível mudar: a criança, o adolescente e a família na política social do município. Editora Malheiros, 1993.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. De menor a cidadão: Notas para uma história do novo direito da infância e juventude no Brasil. Editora do Senado, 1993.
DEL PRIORE, Mary. História das Crianças no Brasil. Editora Contexto, 1999.



*Gisella Lorenzi é psicóloga e uma das coordenadoras do Portal Pró-Menino.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nova lei....fiquem atentos!

Essa matéria é bem interessante pois fala de medidas socioeducativas...

LEI ORDINÁRIA Nº 12594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. Institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (sinase), Regulamenta a ExecuÇÃo das Medidas Socioeducativas Destinadas a Adolescente que Pratique Ato Infracional; e Altera as Leis 8.069, de 13 de Julho de 1990 (estatuto da CrianÇa e do Adolescente); 7.560, de 19 de Dezembro de 1986, 7.998, de 11 de Janeiro de 1990, 5.537, de 21 de Novembro de 1968, 8.315, de 23 de Dezembro de 1991, 8.706, de 14 de Setembro de 1993, os Decretos-leis 4.048, de 22 de Janeiro de 1942, 8.621, de 10 de Janeiro de 1946, e a ConsolidaÇÃo das Leis do Trabalho (clt), Aprovada Pelo Decret Lei 5.452, de 1o de Maio de 1943.


....é bom estarmos atentos às mudanças, alterações....precisamos acompanhar e com antenas ligadas....

Entendam.....[ um resumo...]

§ 2º Entendem-se por medidas socioeducativas as previstas no art. 112 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), as quais têm por objetivos:
I - a responsabilização do adolescente quanto às conseqüências lesivas do ato infracional, sempre que possível incentivando a sua reparação;
II - a integração social do adolescente e a garantia de seus direitos individuais e sociais, por meio do cumprimento de seu plano individual de atendimento; e
III - a desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições da sentença como parâmetro máximo de privação de liberdade ou restrição de direitos, observados os limites previstos em lei.
§ 3º Entendem-se por programa de atendimento a organização e o funcionamento, por unidade, das condições necessárias para o cumprimento das medidas socioeducativas.
§ 4º Entende-se por unidade a base física necessária para a organização e o funcionamento de programa de atendimento.
§ 5º Entendem-se por entidade de atendimento a pessoa jurídica de direito público ou privado que instala e mantém a unidade e os recursos humanos e materiais necessários ao desenvolvimento de programas de atendimento.
Art. 2º O Sinase será coordenado pela União e integrado pelos sistemas estaduais, distrital e municipais responsáveis pela implementação dos seus respectivos programas de atendimento a adolescente ao qual seja aplicada medida socioeducativa, com liberdade de organização e funcionamento, respeitados os termos desta Lei.

Além das modalidades existentes até hoje, o jovem assistido em programa socioeducativo poderá ser encaminhado para prestação de serviços à comunidade.  Além disso, doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente poderão ser deduzidas do imposto de renda, limitados a 6% do valor devido apurado pelas pessoas físicas na Declaração de Ajuste Anual e a 1% do imposto devido por pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real.
É o que diz a  Lei nº 12.594, de 18 de janeiro de 2012, publicada no Diário Oficial da União de 19 de janeiro de 2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - Sinase que atenderá ao adolescente que pratique ato infracional.
A nova Lei regulamenta as medidas socioeducativas previstas na Lei no. 6069, de 13 de julho de 1990, que tem com objetivo a desaprovação da conduta infracional, a responsabilização do adolescente e a integração social do adolescente, bem como a garantia de seus direitos individuais e sociais.
O Sinase é “o conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas socioeducativas, incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais, bem como todos os planos, políticas e programas específicos de atendimento a adolescente em conflito com a lei”.
esperando 2
Estados e Municípios elaborarão planos decenais para sua atuação, tendo como base o “Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo” e prevendo ações articuladas nas áreas de educação, saúde, assistência social, cultura, capacitação para o trabalho e esporte, para os adolescentes atendidos, avaliados a cada três anos e acompanhados pelo poder legislativo.
A Lei prevê que seram elaborados “planos individuais de atendimento” para os jovens que estejam submetidos a medidas socioeducativas de liberdade assistida, de semiliberdade ou de internação, devendo haver avaliação semestral de seus resultados. Esses planos individuais deverão ser elaborados por uma equipe técnica, com a participação efetiva do jovem e de sua família, representada por seus pais ou responsável.
Os programas de atendimento socioeducativo sob a responsabilidade do Poder Judiciário serão, obrigatoriamente, transferidos ao Poder Executivo no prazo máximo de 1 (um) ano e os  programas de internação e semiliberdade sob a responsabilidade dos Municípios serão, obrigatoriamente, transferidos para o Poder Executivo do respectivo Estado no prazo máximo de 1 (um) ano.
Conheça a íntegra da lei em Lei nº 12.594, de 18 de janeiro de 2012.
Leia mais: http://www.teresasurita.com/#ixzz1leRW4BVu ( a matéria acima, foi extraída desse site)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Insatisfação com a  falta de Proteção à Infância


Estava lendo uma matéria no site Pro Menino ,que fala sobre a insatisfação das pessoas quanto a proteção da infância,visto que é nítido realmente essa não proteção.
Fiquei três anos como Conselheira Tutelar na cidade de Osasco e pude ver bem de perto como governantes deixam realmente a desejar . A matéria cita por exemplo,a carência nas áreas cultura e esporte . Vejam bem, e essa carência acontece em muitos municípios, porque se a questão por exemplo, é fazer o conselho tutelar funcionar, mesmo que precariamente os prefeitos fazem...inauguram...e depois, passa a bola, como se estivessem naquele bom e antigo jogo  da " batata quente"...lembram-se?

Participei de conferências, debates, seminários e os discursos são sempre os mesmos. parece até que fazemos parte de um rolo onde ajudamos no emaranhado todo e  acabamos presos numa teia e lá ficamos grudados.

Precisamos pensar em nos unirmos para cobrarmos, fiscalizarmos e ajudarmos nas soluções para que situações mudem.
( leiam  texto abaixo)


Paulistanos estão insatisfeitos com a falta de proteção à infância

Uma pesquisa dos Indicadores de Referência de Bem-Estar do município (IRBEM), encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo ao Ibope, revela que a proteção oferecida à infância e à adolescência está entre os aspectos com maior piora de satisfação. Numa escala de 1 a 10, a nota que já era baixa em 2010 caiu de 4,8 para 4,3 no último ano.
Entre os aspectos com menor nível de satisfação em 2011 está a transparência e a participação política (honestidade dos governantes) com nota 2,3 e a desigualdade social com 3,8.
A desigualdade fica explícita quando analisados quesitos como cultura e esporte, no qual 44 distritos aparecem sem nenhum livro infantojuvenil por habitante para a faixa de 7 a 14 anos e 55 distritos não possuem equipamentos esportivos.
A Vila Andrade (subprefeitura de Campo Limpo) apresenta um dos piores índices de habitação, com 94,05% de domicílios na favela. Em Marilac (extremo sul de São Paulo), 20% dos bebês são filhos de mães com menos de 19 anos.
Os paulistanos também estão bastante preocupados com a segurança de seus filhos e familiares, com índice de satisfação caindo de 5,1 para 4,6. O estudo revela que 89% da população se sente pouco ou nada seguro em São Paulo, apresentando medo da violência e do tráfico de drogas.
De forma geral, a satisfação com a qualidade de vida em São Paulo se mantém abaixo da média em 75% dos 169 aspectos analisados.
A pesquisa aponta ainda uma queda de 47% para 42% no número de paulistanos que acredita que a qualidade de vida em São Paulo tem melhorado. Seis em cada dez paulistanos afirmam que sairiam da cidade se pudessem.

Fonte: Childhood Brasil - 23/01/2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vale a pena ler...


Instituto Unilever - OMO- Ipsos
Queremos apresentar aqui um interessante estudo realizado pela empresa "Unilever que, por meio da marca OMO, investiga desde 2001 a importância que o Brincar e a liberdade para se sujar têm para o desenvolvimento infantil. Com o objetivo de colaborar para o conhecimento, a reflexão e a sensibilização sobre este importante tema, foi realizada a pesquisa 'A Descoberta do Brincar'.

Este estudo traz a visão de pedagogos, educadores, psicólogos, médicos, representantes de ONGs, pais e crianças sobre o Brincar e sua relação com o desenvolvimento infantil. Inclui também um mapeamento estatístico inédito do Brincar da criança brasileira, mostrando, entre outras informações, as brincadeiras praticadas, o grau de participação dos pais, a prioridade que eles dão ao tema e a relação do brincar com a escola.

A pesquisa foi realizada pela 'Ipsos Public Affairs'com o apoio de uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais de marketing, pesquisa , pedagogia e psicologia voltados para o tema".

O universo explorado apresenta, em primeiro lugar, um apanhado do Brincar no contexto histórico. A partir daí, inicia uma reflexão sobre a importância da relação do Brincar com as diversas áreas do desenvolvimento das crianças como a saúde física, a sociabilidade, o desenvolvimento motor além das dimensões sociais, emocionais e do aprendizado.
A equipe responsável tendo com base teórica para suas fundamentações "Os Quatro Pilares da Educação" concebidos pela UNESCO no Fórum Mundial de Educação para Todos*, aponta que o Brincar contribui para todos eles a saber:
Aprender CONHECER, aprender a CONVIVER, aprender a FAZER e a aprender a SER.

A Metodologia da Pesquisa envolveu 3 fazes : a de levantamento de bibliografia especilizada, a fase qualitativa e a fase quantitativa. Foram realizadas 1014 entrevistas entre pais e crianças de 6 e 12 anos.

O resultados foram apresentados segundo quatro diferentes enfoques : O do CONCEITO - O que é brincar ; O das BRINCADEIRAS - do que as crianças brincam; o do ESPAÇO - onde as crianças brincam e o da COMPANHIA - com quem as crianças brincam.

Como destaque das conclusões finais está a importância de se aumentar o conhecimento coletivo sobre o potencial do brincar para o desenvolvimento social, cognitivo e psico-motor das crianças.

Para conhecer em detalhes os objetivos, a metodologia e resultados da pesquisa acesse o site : www.omo.com.br/brincar/pesquisa


*DELORS, Jacques: " A Educação: um tesouro a descobrir". Lisboa: Asa- 1996
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7/5/2007

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gravidez na Adolescência

Precisamos pensar muito nessas situações de nossas adolescentes ficarem grávidas e muitas,sem condições de cuidar de suas crias...
Fico imaginando nos sonhos que elas tem de serem realmente mães e terem suas casas para que possam,na maioria dos casos, saírem dos maus cuidados , na família. 
Como fazer nesses casos.
Outro dia estava conversando com amigos sobre isso, de como há tempos atras adolescentes ficavam grávidas , casavam  e tinham as suas casas...Minha mãe mesmo, engravidou aos dezesseis anos.Fui sua primeira filha e ela tinha, na época, condições de responsabilidade nos cuidados.
Atualmente,as meninas simplesmente engravidam e acabam ficando sozinhas .Foram vários os casos que vi aqui na cidade de Osasco, nos três anos que estive no Conselho Tutelar e creiam: acabam por entregar os filhos para não ter que arcar com a responsabilidade sozinhas.
Muito além da entrega de preservativos, deve existir a cultura de que realmente deve , sem ter vergonha alguma, pegar os mesmos, nas Unidades de Saúde e a família conversar abertamente sobre assuntos como esses de evitar gravidez na adolescência, porque essa é uma época em que se deve preocupar com estudos,para que possam crescer intelectualmente, culturalmente,profissionalmente.




palavra de Bióloga....


A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.

A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.

Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.

O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.

A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.

Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.

É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.

Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologi
Equipe Brasil Escola


Leituraaaaaaaaaaa








Hoje em dia, a gravidez na adolescência é discutida em diversos meios de comunicação. Um exemplo disso é o livro "Grávidas ao 14?", de Guila Azevedo. Ele fala sobre um problema que atingir milhares de adolescentes em todo o Brasil: a gravidez precoce e indesejada. A história é sobre Ana, uma adolescente comum que namora Ricardo (amigo do seu irmão, Diego). Depois da primeira relação sexual, sem nenhum tipo de prevenção, Ana descobre que está grávida. A vida dela (tanto fisicamente, como psicologicamente), de Ricardo e de todos ao seu redor muda após isso. Entra em discussão entre ter o filho ou abortá-lo: depois de várias discussões, choros e tudo mais, Ana opta por ter seu filho. Ricardo se muda, mas promete voltar para viver com Ana e seu filho.
Essa é uma bela história, que retrata o drama, as dificuldades e que as imaturidades de um adolescente podem trazem grandes problemas para o futuro. Então, tenha consciência e proteja-se!




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

BULLYING
Uma mãe, contou a história de que sua filha , de 08 anos atendeu o telefone e depois de um curto tempo de conversa, logo após desligar, questionada por ela, a filha respondeu que a amiga teria ligado pra contar que tinha um menino novo na sala de aula. Naquele dia, a filha tinha faltado da escola. 
Depois, ela, meio que sem jeito, disse que o menino era gago.
A mãe sentou -se com a filha e conversaram sobre o assunto. Disse a mãe que na conversa, perguntou à filha, de como ela se sentiria, se tivesse um filho e fosse gago....e que indo pra escola todos iriam tirar um barato. A menina,  de cabeça baixa, disse que não gostaria que isso acontecesse. Que iria ficar muito chateada. E então, a prosa ainda durou mais um tempo e ambas, falaram sobre os assuntos voltados às  diferenças e de como é dever de todos respeitar essas diferenças. Tratar as pessoas com muito amor.
No outro dia, afilha comentou com a mãe que ao chegar à escola, lá estava a amiga pronta pra mostrar o " menino gago" e assim que começou afalar sobre ele, a menina foi logo disparando que não ia fazer nada de ruim com o novo amigo, porque afinal, disse ela: somos todos irmãos.
A mãe,contou orgulhosa da filha, esse caso e eu fiquei pensando no quanto podemos colaborar , enquanto adultos, pra que o Bullying não aconteça. 
Devemos orientar os nossos filhos, sobrinhos, netos,afilhados...enfim, as nossas crianças, para que vivam bem, em harmonia.

Certa vez,acho que eu estava na quinta série, ( com meus 10 anos), uma menina, em frente a uma escola, decidiu erguer meu vestido pra ver se minha calcinha era de pano, (dessas que a mãe mesmo faz) de algodão cru. Na época, morávamos nos fundos de uma igreja pentecostal, que meu pai era o presbítero responsável pela igreja.  Agora, imaginem, menina muito magrinha(pesava 23 kilos), muito pobre e além de negra, crente.
Muitos motivos para ser massacrada, judiada(como se dizia) e a menina aproveitou pra me humilhar, na frente das pessoas. Ela conseguiu, sim,erguer meu vestido. Eu era muio pequena e não podia medir forças com ela, que era alta, e já mais velha que eu, (creio que ela tinha uns 13 anos). Mas eu não me deixei levar pelas risadas dos meninos que lá estavam....eu ainda disse: pura inveja, tenho pernas grossas, pele linda e essa ai, muito magra, com pernas muito finas. Os meninos e toda galera riram muito.Não sei ainda, se foi de me ver com o vestido pra cima ou se foi por minhas palavras. O importante é que não dei importância pra um assunto que poderia ter rendido muito ....Botei um ponto final naquela história. Não tinha amizade com essa pessoa e nunca tive. Nem sei por onde anda. Não me lembro se contei pra minha mãe. Eu era bem resolvida desde  criança.
Mas os que não são assim como eu,sofrem, se magoam e se faz necessário falar sobre o assunto.
Não concordo que devemos dar importância pra o assunto, pra que não se estabeleça. Mas se faz necessário, ensinarmos as crianças sobre a importância de cada um, na sociedade como um todo.
Somos diferentes uns dos outros e fazemos parte de um todo. Nos complementamos.




Bullying: É crime

Bullying é crime....

Existem dois tipos de bullying, o bullying psicologico e o bullying físico.

O Bullying Físico ele é por exemplo: na escola tem um valetão e ele me bate caso eu não queira dar alguma coisas que ele peça, ou seja, isso que ele ta fazendo me bater, é bullying físico, isso é muito ruim, porque isso pode machucar a pessoa que está sendo batida, pode causar ferimentos, etc.

O Bullying Psicologico é as pessoas falarem coisa muito ruim para as outras pessoas, ou seja, deixar a altistima dela la pra baixo, isso é muito ruim, porque pode  causar depressão, além de varias outras coisas perigosas, e também pode causar a morte da pessoa, eu conheço um caso que o menino ele sofria bullying e ele se matou na frente da turma inteira, isso pode causar trauma na pessoa, etc.

Então gente nao façam bullying, é crime e você pode ser preso, ou se for de menor seus pais vão ser punidos, isso não e bom pra pessoa que faz, nem pra pessoa que está ouvindo, então nao cometam isso.

Vou mostrar algumas imagens de bullying, espero que quem sofra bullying conte a seus pais, familiares, contem a diretoria da escola, etc...