quinta-feira, 15 de março de 2012

Brincando de ser Feliz

Quem é que não gosta de brincar de criança, com criança?
Eu, sempre gostei...e amo demais da conta  ver as crianças se divertindo.
Delicia de ver...
Tenham todos, uma quinta feira linda e abençoada.

sábado, 3 de março de 2012

Até quando?

Chega de impunidade. Chega de fazermos de conta que estamos militando,  fazendo.

Ei, precisamos dar conta dos nossos atos, das nossas atitudes. Ninguém vai ficar impune frente àquli que não fez. Não podemos ficar omissos a tantas mazelas.Ei, cada um de nós vamos ter que arcar com nossos atos. Vamos em frente sempre, fazendo cada um a  sua parte.
Criança e Adolescente tem prioridade. Não tentem tapar o sol com uma peneira. Tem prioridade sim e devemos exigir isso. Vamos à luta!


Acho muito importante darmos importância aos bate papos pra tratarmos de assuntos voltados à Criança e Adolescente. Família é primordial na vida deles e devemos nos atentar sim, a buscar nas famílias o devido valor.

Eu estava dando uma espiada nos blogs que falam desse assunto e dei de cara com essa matéria, que achei muito bacana e resolvi compartilhar com vocês, Conselheiros Tutelares ( titulares) que podem fazer a diferença na militância Criança e Adolescente. 
Sei das dificuldades do Dia a Dia porque vivi isso. Entendo as dificuldades de trabalhar em equipe e o quanto é complicado darmos conta de atividades de prevenção se nem conseguimos dar conta das emergências. Mas Juntos seremos Maiores. Todo Conselho tem uma equipe de suplentes que pode e deve ajudar nessa luta. Basta que haja articulação, porque afinal, a regra é uma só: lutar pela garantia de direitos.


Papo Cabeça discute Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes

Realizado no dia 12 de dezembro de 2011, o Papo Cabeça “Informação Não Ocupa Espaço” reuniu cerca de 100 alunos da Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC/Nova Contagem), entre eles alguns adolescentes participantes do Projovem e demais projetos da Casa de Apoio à Criança Carente de Contagem. O palestrante convidado, Moisés Barbosa, da Coordenação Executiva do Fórum Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Estado de Minas Gerais - RAD-FEVCAMG - abordou a temática  “Violação de Direitos - Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes”. Ele exibiu o vídeo do Canal Futura: “Que exploração é essa?” e teve uma participação ativa dos alunos presentes.
O palestrante utilizou também a dinâmica do papel amassado para demonstrar que "da mesma forma que uma folha amassada jamais volta a ser a mesma, os abusos também deixam marcas para o resto da vida”, disse Moisés, que finalizou sua exposição agradecendo a receptividade, educação e o carinho que os adolescentes demonstraram a ele.
           Promovido pela Casa de Apoio, Projovem, Funec/Nova Contagem, RAD-FEVCAMG  e pelo Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, o evento foi realizado em dois momentos, contando na abertura com uma fala do Diretor da Escola, Geraldo Magela, e com a exibição do vídeo institucional de apresentação da Casa de Apoio. Em seguida os  presentes ouviram a explicação da proposta metodológica da noite: O que é a RAD-FEVCAMG. O clipe da música “Até Quando” interpretada pelo cantor Gabriel Pensador, foi apresentado aos participantes com o objetivo de instigar os jovens a refletir sobre qual a postura que temos em relação a tudo o que vem acontecendo no Brasil.
Para finalizar o Diretor da Escola agradeceu à Casa de Apoio pelo empenho e dedicação nas atividades de formação dos adolescentes da comunidade. ”Foi uma noite muito agradável, Deus nos abençoou  de uma forma maravilhosa, pois no momento da atividade, caía uma forte chuva em quase todas as regiões, menos, aqui em Nova Contagem... Glória a Deus!”, disse a Educadora Social Márcia Espindula, que concluiu: “Acreditamos que para haver transformações na nossa comunidade é necessário uma formação continuada dos nossos adolescentes”.

Márcia
Casa de Apoio - Nova Contagem

sexta-feira, 2 de março de 2012

Crianças em um Mundo Urbano - SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2012

http://antropologiadacrianca.blogspot.com/

SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2012

"Crianças em um Mundo Urbano"


Cidades não conseguem atender às necessidades das crianças, alerta UNICEF

Nova Iorque, 28 de fevereiro – O processo de urbanização exclui dos serviços essenciais centenas de milhões de crianças que vivem nas cidades, alerta o UNICEF no relatório Situação Mundial da Infância 2012: Crianças em um Mundo Urbano.


Segundo o relatório, em poucos anos, a maioria das crianças crescerá em cidades e não em zonas rurais. No mundo, o crescimento de cerca de 60% da população urbana está relacionado ao nascimento de crianças em cidades.
“Quando pensamos em pobreza, a imagem que vem à mente é a de uma criança em uma comunidade rural,” diz o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake. “No entanto, as crianças vivendo em favelas e periferias estão entre os grupos mais desfavorecidos e vulneráveis no mundo. São privadas do acesso aos serviços mais básicos e têm negado o seu direito de se desenvolver.”
“Excluir essas crianças não apenas impede que elas desenvolvam todo o seu potencial, mas também priva as sociedades dos benefícios econômicos de uma população urbana com saúde e educação”, disse Lake.
No mundo, as cidades oferecem para muitas crianças a oportunidade de ter acesso à escola, aos serviços de saúde e às áreas de lazer. No entanto, as mesmas cidades são cenários de grandes disparidades em relação à saúde, à educação e às oportunidades.
Em várias regiões do mundo, a infraestrutura e os serviços não estão sendo ampliados no mesmo ritmo do crescimento urbano e as necessidades básicas das crianças não estão sendo atendidas. As famílias em situação de pobreza, muitas vezes, pagam mais por serviços de qualidade inferior. O custo da água para comunidades pobres, por exemplo, pode ser até 50 vezes maior para moradores que compram esse bem de provedores privados em relação aos valores pagos por comunidades vizinhas, que têm acesso ao abastecimento canalizado.
As privações enfrentadas por crianças em comunidades pobres urbanas são muitas vezes obscurecidas pelas médias estatísticas, que não distinguem moradores de baixa e de alta renda das cidades. Quando as médias são usadas para fazer políticas públicas urbanas e distribuir recursos, as necessidades dos mais pobres podem ser ignoradas.

Construindo cidades para as crianças - É crucial adotar o foco da equidade, ou seja, dar prioridade para as crianças mais vulneráveis, onde quer que elas vivam.
O UNICEF encoraja os governos a dar prioridade às crianças e aos adolescentes no processo de planejamento urbano e a melhorar e ampliar os serviços para todas eles. No Brasil, as eleições municipais deste ano representam uma grande oportunidade para os eleitores votarem em prefeitos comprometidos com a causa da infância e da adolescência.
De acordo com o UNICEF, são necessários dados desagregados e precisos para ajudar a identificar as disparidades entre crianças nas áreas urbanas. A falta desse tipo de dados é uma evidência de que esses temas não têm sido levados em consideração.

Os governos podem fazer mais, mas a ação das comunidades também é um fator fundamental - O relatório aponta que é preciso reconhecer os esforços das comunidades para lidar com a pobreza urbana e apresenta exemplos de parcerias com as comunidades, principalmente, envolvendo crianças e adolescentes.
A publicação aponta que essas parcerias têm alcançado resultados concretos, como a melhoria de infraestrutura pública no Rio de Janeiro e em São Paulo, o aumento das taxas alfabetização em Cotacachi (Equador) e o preparo mais efetivo para situações de desastre em Manila (Filipinas). Em Nairóbi (Quênia), adolescentes mapearam as favelas onde moram para oferecer informações aos planejadores urbanos.

Plataforma dos Centros Urbanos - No Brasil, a Plataforma dos Centros Urbanos, do UNICEF, implementa uma metodologia inovadora nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro desde 2008. A iniciativa envolve autoridades municipais, estaduais, as próprias comunidades e o setor privado. O objetivo é fazer com que crianças e adolescentes que vivem em comunidades populares (favelas ou periferias) sejam prioridade nas políticas públicas, reduzindo as iniquidades socioeconômicas que afetam suas vidas.
Utilizando diagnósticos discutidos em parceria com as comunidades, as prefeituras municipais atuam para  cumprir 20 metas na área da infância e adolescência.
As 80 comunidades populares que participam da iniciativa, por sua vez, são apoiadas a planejar e implementar ações para alcançar metas relacionadas à melhoria das condições de vida de seus meninos e meninas. Nesse processo, as comunidades trabalham em articulação com organizações não governamentais, representantes locais do poder público e empresas.
Até o momento, como resultado desses esforços, já foram desenvolvidas, por exemplo, políticas públicas para melhorar o atendimento a casos de violação dos direitos das crianças e dos adolescentes, aprimorar a qualidade da educação e ampliar o atendimento à gestante e ao bebê.
Nas  comunidades, observa-se uma maior integração entre alunos, professores e pais, a revitalização de espaços públicos, a melhoria de serviços de saúde e assistência social, a criação e o fortalecimento de redes locais.
O primeiro ciclo da Plataforma dos Centros Urbanos será encerrado este ano com a divulgação dos resultados da iniciativa e com o reconhecimento das comunidades que mais avançaram em relação às metas previamente definidas.
Em nível global, o UNICEF e o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) estão trabalhando juntos há 15 anos na iniciativa Cidades Amigas da Criança (Child-Friendly Cities Initiative) para construir parcerias capazes de colocar a criança no centro da agenda urbana, ampliar a oferta de serviços e criar ambientes protetores e acolhedores.
“A urbanização é um fato e temos que investir mais nas cidades, dando mais atenção à oferta de serviços para as crianças que mais precisam,” disse Lake.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Artigo pontua avanços promovidos com a aprovação da lei do Sinase

Bom ficarmos atentos às mudanças. Conselheiros Tutelares devem estar sempre antenados.


Texto de Miriam Maria José dos Santos, vice-presidente do CONANDA - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

A Lei do SINASE, que foi sancionada pela Presidenta Dilma Roussef em janeiro/12, traz definições importantes para o desenvolvimento dos trabalhos dos Conselhos dos Direitos no que diz respeito às Medidas Socioeducativas. Podemos citar algumas.
Para o CONANDA, aprovar o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, sempre em parceria com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. É um importante instrumento que norteará a execução da política socioeducativa pelos entes federados, definindo princípios e diretrizes para sua execução, devendo conter, entre outros itens:
•    A definição de como ocorrerá a parceria técnica e financeira entre União, Estados/Distrito Federal e Municípios;
•    Como será instituído e mantido o Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento Socioeducativo;
•     A criação da política de qualificação dos profissionais e gestores do sistema;
•    Estabelecendo diretrizes sobre a organização e funcionamento das unidades e programas de atendimento e as normas de referência destinadas ao cumprimento das medidas socioeducativas de internação e semiliberdade;
•    Instituindo e mantendo processo de avaliação dos Sistemas de Atendimento Socioeducativo, seus planos, entidades.
Também é definido como papel do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) normatizar, deliberar, avaliar e fiscalizar o Sinase, da seguinte forma: avaliando os planos de atendimento socioeducativo, os programas de atendimento e a gestão do atendimento socioeducativo.
A Lei do SINASE comparada à Resolução do CONANDA, aprovada em 2006, lembrando que os dois instrumentos foram trabalhados de forma concomitante pelo CONANDA e outros importantes atores do SGD como: SDH, MP, Justiça da Infância, ABMP, FONACRIAD, etc, trouxe aprimoramentos.


Aprimoramentos como:
•    a responsabilização dos gestores, operadores e entidades de atendimento;
•    Define a forma de financiamento e as prioridades do sistema, por parte dos Conselhos dos Direitos, nas 3 (três) esferas de governo;


•    O percentual de recursos dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente a serem aplicados no financiamento das ações previstas no Sinase;
•    A obrigação dos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente nacional, estaduais, do DF e municipais de divulgarem amplamente à comunidade a avaliação dos resultados dos projetos beneficiados com recursos dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, além de outras determinações.
Mas há também desafios: garantir recursos nos orçamentos nacional, estaduais/DF e municipais para execução das medidas socioeducativas. Fortalecer os Conselhos dos Direitos em seu papel deliberativo e controlador das ações em todos os níveis, universalizar o atendimento das medidas socioeducativas em meio aberto nos municípios, humanizar as estruturas físicas nas unidades de atendimento socioeducativo, garantir formação humana e profissional àqueles que trabalham ou atendem os adolescentes que praticam ato infracional e, por fim, convencer a sociedade brasileira de que crianças e adolescentes são prioridade absoluta e que o Estatuto "não passa a mão na cabeça dos adolescentes", o ECA responsabiliza os adolescentes que cometem ato infracional e que quem não cumpre com suas obrigações são o Estado, pois não prioriza no orçamento a infância e a adolescência, e a sociedade, que não protege suas crianças.
Fonte: Portal dos direitos da criança e do adolescente - 16/2/2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Vergonha Mundial: Pelo menos cinco crianças morrem de fome a cada minuto, diz ONG









Por Taís Paranhos

A organização não governamental (ONG) Salvem as Crianças divulgou nesta quinta-feira (16) relatório informando que a cada minuto morrem cinco crianças no mundo em decorrência da desnutrição crônica. O documento adverte que cerca de 500 milhões de crianças correm risco de sequelas permanentes no organismo nos próximos 15 anos.

De acordo com a ONG, a morte de 2 milhões de crianças por ano poderia ser prevenida se a desnutrição fosse combatida. O documento informa ainda que embora a fome tenha sido reduzida nas últimas duas décadas, pelo menos seis países são mais afetados – cinco estão na África e o sexto é a Coreia do Norte.


Pelos dados da organização, os países africanos - Congo, Burundi, Comores, Suazilândia e Costa do Marfim - têm os piores dados referentes à fome no mundo desde 1990. Situação oposta ocorre no Kwait, na Turquia, Malásia e no México, que conseguiram avançar e registrar melhorias.


Agência Brasil

Isso tudo é um absurdo e devemos sim,nos atentarmos pra essa notícia e pensarmos em fazermos algo de diferente....devemos agir!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Autistas tem problemas para unir escuta e fala
Hoje, uma pessoa entrou em contato comigo para pedir socorro pra um casal de amigo que tem um filho autista. Não tem local adequado, gratuito  na cidade em que residem e estão apavorados. Conheço bem de perto, 02 mamães lindas que tem filhos autistas. Uma delas, inclusive mora aqui na cidade de Osasco , que é minha amiga e em especial, no mesmo bairro que eu moro, Presidente Altino, e a outra amiga,  está  morando na cidade de São Paulo e eu pude também vivenciar momentos únicos junto à sua família quando moravam na cidade de Joinville e fiquei encantada de como ela consegue lidar com situações inusitadas com muita propriedade.Orientei essa pessoa que me procurou  á  inclusive entrar em contato com a amiga Carla Penteado que sabe muito do mundo dos autistas e quem sabe, poder ajudar.
Por hoje, achei uma matéria interessante que quero compartilhar.
Ouvir e falar são capacidades que envolvem funções distintas no cérebro. Quando participamos de uma conversa, usamos as duas simultaneamente.
A leitura também é um processo que exige integração entre as duas partes. Afinal, ainda que seja em voz baixa, a leitura nada mais é do que uma história que o leitor conta para si mesmo.
O que fazemos com naturalidade não é tão simples assim para todos. Nos casos de autismo em que a pessoa nem consegue conversar, a dificuldade reside exatamente em relacionar as duas habilidades. É o que explica Douglas Greer, da Universidade Columbia, em Nova York, nos EUA, especialista em análise de comportamento verbal, que veio ao Brasil para participar do congresso ESPCA Autismo.
Uma das habilidades que o especialista considera importantes para desenvolver a comunicação é a capacidade de nomear os objetos. É quando uma criança vê um cachorro e diz “cachorro”, ou aponta para o animal se algum adulto falar “olha o cachorro” ou algo parecido.
“Nomear resulta na expansão exponencial do vocabulário, ou mais especificamente, na junção das funções de ouvir e falar diante de estímulos observados”, afirma Greer, em um estudo de 2010, em coautoria com sua colega Jennifer Longano.“As crianças precisam chegar ao estágio em que elas sabem palavras o suficiente para entender o que estão falando em torno delas”, avalia. Na língua inglesa, ele estima que uma criança precise saber entre 55 mil e 86 mil palavras para ter bom desempenho na escola.Os especialistas têm isso em vista quando criam métodos para ensinar a linguagem para crianças que têm essa dificuldade.
“Há procedimentos que permitem o progresso das crianças. Algumas conseguem se beneficiar de todos eles, e algum deles vai servir para a criança, mas nem todas as crianças se beneficiam de todos os tratamentos”, avisa Greer.



domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Conselho Tutelar precisa de um Presidente?


Uai, se tanto fala em colegiado,de onde vem esse desejo?  
Luciano Betiate irá responder.....

http://www.portaldoconselhotutelar.com.br/artigo_presidente.htm


Não se sabe como surgiu esta figura dentro da estrutura dos Conselhos Tutelares. O que sabemos é que o Estatuto da Criança e do Adolescente em momento algum indica sua presença, porém, a grande maioria dos Conselhos Tutelares possui presidentes ou coordenadores.

Tenho sido questionado inúmeras vezes sobre a função do presidente e como ele surge no Conselho Tutelar.

Como ele é escolhido?
Pode ser uma indicação do prefeito municipal ou do CMDCA?
Ou seria ele eleito pelos próprios Conselheiros?
E o tempo de seu ‘mandato’?
É ele quem deve assinar e receber as correspondências?
E por fim a pergunta que mais me impressiona: O presidente do Conselho Tutelar deve ganhar mais que os demais Conselheiros?

Os questionamentos se tornaram tão volumosos que decidi então falar a respeito e discernir junto com você, que lê este artigo, sobre a necessidade ou não dos Conselhos Tutelares terem presidentes ou coordenadores.

Primeiramente quero reafirmar:

O Estatuto da Criança e do Adolescente NÃO criou esta ‘personalidade’ em nossos Conselhos Tutelares, por isso não lhe definiu limites ou competências.

Logo, por conseguinte, trata-se de uma adaptação natural dos Conselhos Tutelares a fim de melhor organizar o cotidiano.

Até aqui tudo bem. O que os nossos Conselhos Tutelares mais precisam é de ordem e organização. Porém ao mesmo tempo em que a intenção é muito boa sua implantação e manutenção gerou, em alguns lugares, vícios perigosos os quais quero comentar.

Inicialmente percebo que em alguns municípios o ‘cargo’ de presidente do Conselho Tutelar passou a ser objeto de disputas internas e de tentativas de manipulações externas.

O cargo instituiu uma falsa impressão de que o presidente do Conselho Tutelar é ‘dotado’ de maiores poderes, ou atribuições diferentes dos demais Conselheiros.

Grande erro.

Esta visão errônea de que o presidente do Conselho Tutelar é portador de atribuições diferenciadas abre um largo caminho para que a ‘personalidade’ mais importante do Conselho Tutelar fique em 2° ou até mesmo em 3° plano.

Preste bastante atenção a isso:

Não existe autoridade maior dentro do Conselho Tutelar que seu próprio colegiado!

Quem decide, define, resolve, determina, requisita e agi é o COLEGIADO DO CONSELHO TUTELAR, isso é, a união dos cinco membros do órgão que discute, documenta e delibera sobre qualquer assunto, desde os casos atendidos até mesmo sobre as rotinas internas.

De modo algum se deve permitir que ‘alguém’, seja presidente, coordenador ou até mesmo aquele Conselheiro Tutelar mais experiente, já em seu terceiro ou quarto mandato, seja o DEFINIDOR do andamento das ações tutelares.

Quem define é invariavelmente o COLEGIADO!

Então qual seria a função do presidente do Conselho Tutelar?

Para os municípios cujo Conselho Tutelar decidiu por instituir a figura do presidente ou coordenador resta a eles deixar bem claro a ‘competência’ e os limites do cargo.

Penso que sua atribuição esteja no âmbito administrativo do Conselho Tutelar.

Seria ele quem convoca e dirigi as reuniões do Colegiado. Lembrando que qualquer um dos membros do Conselho Tutelar pode convocar uma reunião de Colegiado. Também seria ele quem faria aquelas comunicações administrativas corriqueiras, como por exemplo, solicitação de material de escritório, limpeza, manutenção de equipamentos e veículos, etc.

O que passar disto configura-se num grave erro.

As decisões referentes à rotina interna do Conselho Tutelar, e em especial, as decisões referentes aos casos atendidos são próprias dos membros do Colegiado.

Se o Conselho Tutelar optar por instituir tal função trata-se de uma decisão legítima. Como legítimo é o direito de definir quem será o presidente e quanto tempo durará seu ‘mandato’.

Quanto a possibilidade de um ‘ganho extra’ por exercer tal função, penso ser este um grande absurdo. Infelizmente conheço algumas leis municipais que não só determinam a presença do presidente ou coordenador do Conselho Tutelar como indica quem deve ocupar o ‘cargo’ e lhe atribui remuneração diferenciada. Grande erro!

Por fim, quero dizer que a presença de um presidente ou coordenador, desde que respeitado integralmente a competência do Colegiado, não é de todo ruim e em alguns casos é até desejável. O que vale é o cuidado que se deve ter na condução de cada caso, na discussão e documentação das decisões e finalmente no respeito ao contido no artigo 6º do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz que na interpretação e aplicação da Lei ‘levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.



Grande abraço
Luciano BetiateConsultor dos Direitos da Criança e do Adolescente
www.portaldoconselhotutelar.com.br
O Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é uma iniciativa do Governo Federal desenvolvida para reunir e acompanhar informações e indicadores sobre as políticas públicas focadas na redução da violência contra crianças e adolescentes no Brasil.

O Observatório é um dos projetos da Agenda Social Criança e Adolescente anunciada em outubro de 2007 pelo Presidente da República, formulada para enfrentar a violência contra crianças e adolescentes no país, bem como defender, garantir e promover os direitos assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA) que, junto com 14 ministérios constituem o Comitê Gestor da Agenda Social Criança e Adolescente.

Referenciado em torno de um conjunto de ações que se articulam com o portal eletrônico, o Observatório concentra esforços para monitorar as atividades da Agenda Social em âmbito nacional e regional, além de estimular a participação dos adolescentes no contexto do Compromisso, promover o intercâmbio de experiências e facilitar o acesso da população aos dados de acompanhamento, ao banco de boas práticas e aos documentos estratégicos relativos ao conjunto de iniciativas da Agenda.

No contexto das ações que realiza destaca-se o papel de articulação intersetorial, intergovernamental e interinstitucional que o Observatório  promove em função da manutenção de redes de trabalho e de bases de dados sobre iniciativas condizentes com os esforços da Agenda, com as quais atua para integrar estados, municípios, organizações nacionais e internacionais como parceiros do fortalecimento e da expansão de projetos.

O Observatório atende às recomendações dos Acordos e Convenções Internacionais relacionados aos direitos humanos e aos direitos da criança e do adolescente dos quais o Brasil é signatário.

Torna-se, assim, relevante na mobilização, desenvolvimento e publicação de informações que subsidiam relatórios, orientam intervenções e ilustram cenários de interesse da sociedade brasileira sobre os direitos da criança e do adolescente. Ao mesmo tempo, fortalece os vínculos das experiências do país nos espaços de cooperação com organismos internacionais, tais como o Instituto Interamericano del Niño (IIN) da Organização dos Estados Americanos (OEA), o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e outras comissões estratégicas de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fiquem  atentos ao que está acontecendo na militância Criança e Adolescente.