Vale a pena ler... Instituto Unilever - OMO- Ipsos |
Este estudo traz a visão de pedagogos, educadores, psicólogos, médicos, representantes de ONGs, pais e crianças sobre o Brincar e sua relação com o desenvolvimento infantil. Inclui também um mapeamento estatístico inédito do Brincar da criança brasileira, mostrando, entre outras informações, as brincadeiras praticadas, o grau de participação dos pais, a prioridade que eles dão ao tema e a relação do brincar com a escola. A pesquisa foi realizada pela 'Ipsos Public Affairs'com o apoio de uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais de marketing, pesquisa , pedagogia e psicologia voltados para o tema". O universo explorado apresenta, em primeiro lugar, um apanhado do Brincar no contexto histórico. A partir daí, inicia uma reflexão sobre a importância da relação do Brincar com as diversas áreas do desenvolvimento das crianças como a saúde física, a sociabilidade, o desenvolvimento motor além das dimensões sociais, emocionais e do aprendizado. A equipe responsável tendo com base teórica para suas fundamentações "Os Quatro Pilares da Educação" concebidos pela UNESCO no Fórum Mundial de Educação para Todos*, aponta que o Brincar contribui para todos eles a saber: Aprender CONHECER, aprender a CONVIVER, aprender a FAZER e a aprender a SER. A Metodologia da Pesquisa envolveu 3 fazes : a de levantamento de bibliografia especilizada, a fase qualitativa e a fase quantitativa. Foram realizadas 1014 entrevistas entre pais e crianças de 6 e 12 anos. O resultados foram apresentados segundo quatro diferentes enfoques : O do CONCEITO - O que é brincar ; O das BRINCADEIRAS - do que as crianças brincam; o do ESPAÇO - onde as crianças brincam e o da COMPANHIA - com quem as crianças brincam. Como destaque das conclusões finais está a importância de se aumentar o conhecimento coletivo sobre o potencial do brincar para o desenvolvimento social, cognitivo e psico-motor das crianças. Para conhecer em detalhes os objetivos, a metodologia e resultados da pesquisa acesse o site : www.omo.com.br/brincar/pesquisa *DELORS, Jacques: " A Educação: um tesouro a descobrir". Lisboa: Asa- 1996no doc home equity loan 7/5/2007 |
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Gravidez na Adolescência
Fico imaginando nos sonhos que elas tem de serem realmente mães e terem suas casas para que possam,na maioria dos casos, saírem dos maus cuidados , na família.
Como fazer nesses casos.
Outro dia estava conversando com amigos sobre isso, de como há tempos atras adolescentes ficavam grávidas , casavam e tinham as suas casas...Minha mãe mesmo, engravidou aos dezesseis anos.Fui sua primeira filha e ela tinha, na época, condições de responsabilidade nos cuidados.
Atualmente,as meninas simplesmente engravidam e acabam ficando sozinhas .Foram vários os casos que vi aqui na cidade de Osasco, nos três anos que estive no Conselho Tutelar e creiam: acabam por entregar os filhos para não ter que arcar com a responsabilidade sozinhas.
Muito além da entrega de preservativos, deve existir a cultura de que realmente deve , sem ter vergonha alguma, pegar os mesmos, nas Unidades de Saúde e a família conversar abertamente sobre assuntos como esses de evitar gravidez na adolescência, porque essa é uma época em que se deve preocupar com estudos,para que possam crescer intelectualmente, culturalmente,profissionalmente.
palavra de Bióloga....
A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.
A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.
Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.
O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.
A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.
Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.
É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.
Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologi
Equipe Brasil Escola
Leituraaaaaaaaaaa
Hoje em dia, a gravidez na adolescência é discutida em diversos meios de comunicação. Um exemplo disso é o livro "Grávidas ao 14?", de Guila Azevedo. Ele fala sobre um problema que atingir milhares de adolescentes em todo o Brasil: a gravidez precoce e indesejada. A história é sobre Ana, uma adolescente comum que namora Ricardo (amigo do seu irmão, Diego). Depois da primeira relação sexual, sem nenhum tipo de prevenção, Ana descobre que está grávida. A vida dela (tanto fisicamente, como psicologicamente), de Ricardo e de todos ao seu redor muda após isso. Entra em discussão entre ter o filho ou abortá-lo: depois de várias discussões, choros e tudo mais, Ana opta por ter seu filho. Ricardo se muda, mas promete voltar para viver com Ana e seu filho.
Essa é uma bela história, que retrata o drama, as dificuldades e que as imaturidades de um adolescente podem trazem grandes problemas para o futuro. Então, tenha consciência e proteja-se!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
BULLYING
Uma mãe, contou a história de que sua filha , de 08 anos atendeu o telefone e depois de um curto tempo de conversa, logo após desligar, questionada por ela, a filha respondeu que a amiga teria ligado pra contar que tinha um menino novo na sala de aula. Naquele dia, a filha tinha faltado da escola.
Depois, ela, meio que sem jeito, disse que o menino era gago.
A mãe sentou -se com a filha e conversaram sobre o assunto. Disse a mãe que na conversa, perguntou à filha, de como ela se sentiria, se tivesse um filho e fosse gago....e que indo pra escola todos iriam tirar um barato. A menina, de cabeça baixa, disse que não gostaria que isso acontecesse. Que iria ficar muito chateada. E então, a prosa ainda durou mais um tempo e ambas, falaram sobre os assuntos voltados às diferenças e de como é dever de todos respeitar essas diferenças. Tratar as pessoas com muito amor.
No outro dia, afilha comentou com a mãe que ao chegar à escola, lá estava a amiga pronta pra mostrar o " menino gago" e assim que começou afalar sobre ele, a menina foi logo disparando que não ia fazer nada de ruim com o novo amigo, porque afinal, disse ela: somos todos irmãos.
A mãe,contou orgulhosa da filha, esse caso e eu fiquei pensando no quanto podemos colaborar , enquanto adultos, pra que o Bullying não aconteça.
Devemos orientar os nossos filhos, sobrinhos, netos,afilhados...enfim, as nossas crianças, para que vivam bem, em harmonia.
Certa vez,acho que eu estava na quinta série, ( com meus 10 anos), uma menina, em frente a uma escola, decidiu erguer meu vestido pra ver se minha calcinha era de pano, (dessas que a mãe mesmo faz) de algodão cru. Na época, morávamos nos fundos de uma igreja pentecostal, que meu pai era o presbítero responsável pela igreja. Agora, imaginem, menina muito magrinha(pesava 23 kilos), muito pobre e além de negra, crente.
Muitos motivos para ser massacrada, judiada(como se dizia) e a menina aproveitou pra me humilhar, na frente das pessoas. Ela conseguiu, sim,erguer meu vestido. Eu era muio pequena e não podia medir forças com ela, que era alta, e já mais velha que eu, (creio que ela tinha uns 13 anos). Mas eu não me deixei levar pelas risadas dos meninos que lá estavam....eu ainda disse: pura inveja, tenho pernas grossas, pele linda e essa ai, muito magra, com pernas muito finas. Os meninos e toda galera riram muito.Não sei ainda, se foi de me ver com o vestido pra cima ou se foi por minhas palavras. O importante é que não dei importância pra um assunto que poderia ter rendido muito ....Botei um ponto final naquela história. Não tinha amizade com essa pessoa e nunca tive. Nem sei por onde anda. Não me lembro se contei pra minha mãe. Eu era bem resolvida desde criança.
Mas os que não são assim como eu,sofrem, se magoam e se faz necessário falar sobre o assunto.
Não concordo que devemos dar importância pra o assunto, pra que não se estabeleça. Mas se faz necessário, ensinarmos as crianças sobre a importância de cada um, na sociedade como um todo.
Somos diferentes uns dos outros e fazemos parte de um todo. Nos complementamos.
Bullying: É crime
Bullying é crime....
Existem dois tipos de bullying, o bullying psicologico e o bullying físico.
O Bullying Físico ele é por exemplo: na escola tem um valetão e ele me bate caso eu não queira dar alguma coisas que ele peça, ou seja, isso que ele ta fazendo me bater, é bullying físico, isso é muito ruim, porque isso pode machucar a pessoa que está sendo batida, pode causar ferimentos, etc.
O Bullying Psicologico é as pessoas falarem coisa muito ruim para as outras pessoas, ou seja, deixar a altistima dela la pra baixo, isso é muito ruim, porque pode causar depressão, além de varias outras coisas perigosas, e também pode causar a morte da pessoa, eu conheço um caso que o menino ele sofria bullying e ele se matou na frente da turma inteira, isso pode causar trauma na pessoa, etc.
Então gente nao façam bullying, é crime e você pode ser preso, ou se for de menor seus pais vão ser punidos, isso não e bom pra pessoa que faz, nem pra pessoa que está ouvindo, então nao cometam isso.
Vou mostrar algumas imagens de bullying, espero que quem sofra bullying conte a seus pais, familiares, contem a diretoria da escola, etc...
Existem dois tipos de bullying, o bullying psicologico e o bullying físico.
O Bullying Físico ele é por exemplo: na escola tem um valetão e ele me bate caso eu não queira dar alguma coisas que ele peça, ou seja, isso que ele ta fazendo me bater, é bullying físico, isso é muito ruim, porque isso pode machucar a pessoa que está sendo batida, pode causar ferimentos, etc.
O Bullying Psicologico é as pessoas falarem coisa muito ruim para as outras pessoas, ou seja, deixar a altistima dela la pra baixo, isso é muito ruim, porque pode causar depressão, além de varias outras coisas perigosas, e também pode causar a morte da pessoa, eu conheço um caso que o menino ele sofria bullying e ele se matou na frente da turma inteira, isso pode causar trauma na pessoa, etc.
Então gente nao façam bullying, é crime e você pode ser preso, ou se for de menor seus pais vão ser punidos, isso não e bom pra pessoa que faz, nem pra pessoa que está ouvindo, então nao cometam isso.
Vou mostrar algumas imagens de bullying, espero que quem sofra bullying conte a seus pais, familiares, contem a diretoria da escola, etc...
domingo, 18 de dezembro de 2011
PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 278 de 2009
Autor: | SENADOR - Lúcia Vânia Ver imagem das assinaturas |
| Ementa: | Altera os arts. 132, 134 e 139 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), relativos aos conselhos tutelares. |
| Assunto: | Social - Família, proteção a crianças, adolescentes, mulheres e idosos |
| Data de apresentação: | 18/06/2009 |
| Situação atual: | Local: 16/12/2011 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania Situação: 16/12/2011 - PEDIDO DE VISTA CONCEDIDO |
| Tramita em conjunto com: | PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO 119 de 2008 Vamos ficar bem atentos ..para ficarmos por dentro do que vai acontecer daqui pra frente... Vejamos e mais lutas vem por ai... |
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Passando a Régua. Quem paga a conta?
Tinha lágrimas nos olhos e o rosto marcado por um choro que já vinha de algum tempo. Braços cruzados, muito bem arrumada, celular no colo....mochila perto.cheia.
Relatou o que já tinha relatado à moça da GCM. Falou a mesma coisa que estava anotado numa folha de caderno da funcionária.
Perguntei numero de telefone da mãe e disse não ter. Falava, com a voz embargada que tinha sido expulsa de casa, depois de uma discussão com a mãe. Explicou que não é filha legítima e que veio pra cá, de muito longe, aos 05 meses de idade e foi criada por essa família, que cama de mãe e pai e que tem irmãos.
Parava de falar, pra chorar. O choro era realmente sentido. Comentei que talvez não passasse de uma confusão e que tudo estaria normal. Ela disse que não. Que não queria voltar de onde veio pois sempre ouviu dizer que sua mãe biológica não tem como cuidar de nenhum filho. Teve 08 e deu todos. Sempre ouviu isso. Ouviu também que veio de uma família muito muito pobre, sem condição alguma de sustento . E que agora, essa mãe estava disposta a entregá-la ao pai biológico, que não tem vínculo algum mais.
Pediu pra ir na casa da madrinha, que mora na divisa de Osasco /São Paulo.
Ligo pra então madrinha, que disse tido bem e que explicou não ser madrinha dela e sim do seu irmão pequeno.
Essa menina?
- 14 anos-
Consigo então o telefone da mãe , através da então madrinha. Ligo e ouço exatamente o que a menina linda disse.
Pausa. reflexão.
Espera ai: você pega a menina de 05 meses , fica com ela até agora e simplesmente põe na rua?
Coloco e dai...não quero mais. Ela virou Skatista. Não dá. Não posso. Não gosto.Não quero.
Ela nem pergunta quem está ao telefone e eu não digo nada. O papo continua por mais alguns poucos minutos e esclarece que não quer saber.
A menina que vá pra casa da madrinha do meu filho. que vá pra qualquer lugar.Não é mais problema meu.
Assim termina nossa conversa.
Passo com a menina na casa do homem que chama de avô ( na realidade, é um senhor que sua mãe cuida) e lá está o seu skate.
Vamos pra casa da tal madrinha que a recebe com muito carinho. Ela é uma menina tranquila. No caminho, fala que não quer ir embora. Quer ficar aqui, em São Paulo...lá pra longe não quer ir. Tem medo.Ama essa madrinha. Se sente segura. Confortável.
Se abraçam. Choram juntas. A madrinha diz que posso ficar tranquila,em paz.Lá estará bem.
Nota:
Venho pra casa. Menina tranquila. Numa boa casa. Num lar de verdade. Amada.
Na segunda feira, faço encaminhamento ao Fórum , pedindo aplicação do artigo 249 do ECA.
Finalizando
O ECA é claro em seu artigo70 , sobre ser dever de todo cidadão zelar por garantia de direitos.
Fico pensando em como está fácil o descarte de crianças e adolescentes. Enjoa-se e joga fora. Descarta simplesmente. Uns jogam da janela, outros esquartejam,jogam nas caçambas, bueiros, esmagam a cabeça, matam, estupram, esbofeteiam, botam pra trabalhar....enfim.
Vejo pouco acontecer. Aqui mesmo, o pai que meteu paulada na cabeça da filha quando dormia, está solto.de boa!
O outro,que meteu o dedo na vagina da criança, está solto. De boa!
O que achou normal a filhinha de 02 anos brincar com o seu "pau", está de boa!
Artigos do ECA:
3º gozam de todos os direitos
4º absoluta prioridade à 13 direitos fundamentais
18 dever de todos velar pela dignidade
70 citado acima
enfim.......direito de todo jeito. Preconiza-se isso tudo.
Falam-se aos quatro ventos. O que acontece quando tudo está errado?
Não vejo acontecer nadaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
espera ai: quem é que vai pagar a conta desse descaso?
A menina chorou copiosamente todo o percurso. Dor na alma. Estava sendo expulsa de casa, por nada. Expulsa de um lar. Da vida das pessoas. Machucou até em mim. Imaginem nela.
Foi colocada de lado. Pra escanteio. Não vale mais. Não serve mais. Deixada de lado.
14 anos.
Meu Deus!
(em homenagem ao que a menina gosta: Skate) eis o seu pecado.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Eleição do Conselho Tutelar em Osasco
Domingo, dia 04 de Dezembro acontecerá a Eleição do Conselho Tutelar de Osasco, que na verdade,são três ( Centro/ Sul e Norte)
Precisamos , todos , nos envolver com esse direito de exercermos o direito de cidadania, indo até as escolas pra votarmos nos candidatos que consideramos aptos para atenderem essa causa...
Será das 09:00 às 17:00 horas e cada zona eleitoral votará numa determinada escola.
Aos interessados sobre a eleição , basta acessar o site do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente)
www.cmdcaosasco.com.br
.... eis que repasso aqui os locais de votação. Maiores detalhes, basta acessar o site acima...
Art. 20 - A Votação será realizada nos seguintes locais: Região Norte- Zona Eleitoral 276 – EMEF Prof. Terezinha Martins Pereira - Praça Anésio Cabral. S/N Jardim Rochdale, Zona Eleitoral 331- EMEF Benedito Weschenfelder-, Rua Rio Tocantins s/n – Jd Piratininga.Região Sul – Zona Eleitoral 285 - EMEF Prof. Luciano Felício Biondo - Av. Flora, 89 - Jaguaribe,-Zona Eleitoral 315, CEU, Santo Antonio, Av. João de Andrade 1355 – Sto Antonio. Zona Eleitoral 332 - EMEF Quintino Bocvaiuva, Av. Bento Vidal – 87 Jd. Novo Osasco.Região Centro – Zona Eleitoral 213- EMEF Marechal Bittencourt- Largo Monteiro Lobato – Centro- Zona Eleitoral 277- EMEF Prof. João Larizzatti- Av. Hildebrando de Lima,960, Quitauna.
Não deixem de ir.....façam valer o direito de cidadania escolhendo e elegendo bons conselheiros, que é o tema da campanha da eleição da cidade de Osasco.
Com tudo que tem direito,acompanhamento jurídico, fiscais, funcionários, a eleição deve acontecer dentro da normalidade. A apuração se dará no mesmo dia.
Vamos que vamos....Rumo às eleições do próximo mandato do Conselho Tutelar.
domingo, 13 de novembro de 2011
Seminário sobre Medicalização da Infância e da Vida
Está acontecendo em São Paulo, na UNIP da Vergueiro, seminário sobre medicalização.....e é um assunto muito discutido e muito importante. Acontece até amanhã e é gratuito a participação.
Entre os dias 11 e 14 de novembro, será realizado, em São Paulo, o "II Seminário Internacional sobre Educação Medicalizada - Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos" para discutir e divulgar controvérsias científicas sobre diagnósticos e tratamentos de supostos transtornos de aprendizagem, tendo como pano de fundo a medicalização da sociedade. O evento, aberto ao público e sem taxa de instrição, é organizado pelo Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. Durante o seminário, será assinado um documento unindo os manifestos do Brasil e da Argentina sobre o tema.
Além de centenas de participantes brasileiros e representantes de diversas instituições do país, o seminário contará com a presença de pesquisadores e estudantes de países como Argentina, Estados Unidos, Portugal, Rússia e Uruguai. Na primeira edição do evento, realizada em 2010, foi lançado o Manifesto que marcou a criação do Fórum sobre Medicalização. De lá para cá, foram organiados encontros mensais, na sede do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. As inscrições estão abertas, e podem ser feitas no site do Fórum Sobre Medicalização (www.medicalizacao.com.br). Na programação do evento estão previstas mesas redondas, conferências, painéis, apresentações de trabalhos e atividades culturais. Também serão oferecidos mini-cursos com temáticas ligadas à discussão central do evento.
O Seminário acontece no Campus Paraíso da Universidade Paulista (Unip), à Rua Vergueiro, 1121, próximo às estações Vergueiro e Paraíso do metrô paulistano. Mais detalhes podem ser obtidos no site do Fórum Sobre Medicalização ou por telefone (21) 2139.5400 - Felipe e por e-mail ascom@crprj.org.br.
Serviço:
II Seminário Internacional sobre Educação Medicalizada – Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos
Data: 11 a 14 de novembro
Local: Unip – Campus Paraíso – Rua Vergueiro, 1121 – São Paulo-SP
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Duas Situações...Dois Momentos...
Estava com denuncia de que uma criança de 07 anos estava muito machucada na escola aqui em Osasco. Eu e mais uma conselheira fomos pra escola pra que pudéssemos verificar a situação e então, fazermos os procedimentos todos.
Realmente a criança estava bem machucada,porém falava muito bem de sua mãe e chorou com medo de não poder mais vê-la . Disse que não conseguiria de modo algum ,ficar sem a sua mamãe.
Um menino lindo...saudável...forte...inteligente....rápido em suas respostas...seguro em seus relatos breves...olhar firme. Menino decidido. Quase um homem...vem e vai sozinho. Sabe o que deve fazer. Atravessa a Avenida com cuidado.Presta atenção nos recados de sua mãe. Sabe o que tem que fazer quando chega em casa. Cuida do seu irmão pequeno ( de pouco mais de 01 ano) pra sua mãe organizar a casa.
Brinca as vezes, com amiguinhos. Mas o lugar a mãe diz ser muito perigoso. Fica atenta. Enérgica, não admite palavrões. Não quer ver seu filho metido em encrencas. Não gosta que ele se ausente de sua casa. Ele recolhe as roupas do varal. Coloca açúcar na caneca de leite, logo ali no sofá. Derrama e suja o chão. O barraco é limpo. Organizado. Bem antes, percebera a mãe, que o menino pegou o dinheiro do quarto. Menino atrevido esse. Menino que começou fazer coisa errada. Aprendeu nesse lugar ruim, pensa a mãe. O medo cresce porque sabe que deve sair dali rápido. O menino tem que ir pra outro lugar. Ela tinha acabado de chegar do serviço com o aviso prévio nas mãos. Na pia, muita louça suja. O mais novo, chora copiosamente por querer o colo da mãe. O mais velho,está com os pés em cima do açúcar no chão. A televisão faz barulho e o menino com o olho fixo na imagem. mexe o leite sem perceber que derrama. O mais novo continua chorando.
Ela não pensa muito, vai até o quarto, pega um cinto e bate copiosamente no mais velho. Também , ele não obedece. Ontem ele estava impossível diz ela. Extrapolei. eu sei. Ninguem está aqui pra ajudar. Eu, quando criança, apanhava muito de minha mãe. Fui estuprada pelo cunhado aos 10 anos de idade e minha irmã me botou fora de casa. Cuidava dos irmãos que iam pra roça. Criança tem que crescer sabendo de responsabilidade, diz ela, sem parar .
Temos que fazer BO e ela mesma diz que quer falar com o delegado. Precisa explicar que não tem jeito não. Menino tem que ser assim. Dura. Assim aprende e é exatamente isso que relata ao delegado. Corrijo agora pra não ter que a policia corrigir, doutor. Ela é simples, branquinha, cabelos dourados, muito jeitosa. Fala bem. Se veste bem. Solta o mais novo no chão e de olho no maior. Sempre atenta. Prestes a ficar brava tudo de novo.
BO pronto e ela, ainda firme em seu discurso, diz não precisarmos ficar preocupadas não. Ela não é desumana, ela ama o filho. Ama os dois. Mas tem que ser assim, ela diz.
O menino maior brinca o tempo todo com o menor. O maior, pele morena, cabelos pretos. O mais novo, pele muito alva, cabelos cheios de cachos. Dois meninos, com uma mãe tão nova, tão menina, tão dura,tão decidida.
Do outro lado da cidade, no mesmo dia, agora , mais a noitinha....uma tia, muito educada. Gente fina. Cheiro diferente. Casa chique. Tudo moderno. Ajeitado. sofá de couro legítimo. T udo em ordem. Ela fala o tempo todo. Rapidamente. Muito assunto ao mesmo tempo. Sorri, gesticula, conta tudo. Sua irmã, mãe de um menino, que conhecemos por foto. Lindo. Ela não cuida do menino direito, diz a tia. Aqui, situação diferente. A agressão é psicológica. O menino ama a tia. Mas a tia tem que fazer tudo. Senão, fica sem o sobrinho. O sobrinho sofre.
Mãe e filho ( que tem 06 anos),moram em outro endereço, mas a tia, precisa saber o que fazer. Precisa estar atenta. O cunhado foi embora de casa. deixou a mulher e o filho. Agora, essa mãe massacra o filho, que é educado por demais. Estuda em colégio particular. faz o que a mãe manda, até brigar com o pai por telefone.
Coisa horrível, diz a tia.
Esclarecemos cada situação, em cada momento. fazemos os encaminhamentos.
Volto pra casa e reflito muito. Momentos diferentes. Situações diferentes. Crianças educadas diferentemente. Os opostos que se atraem num só foco: violência com crianças. Adultos não entendendo o que fazer.
Isso me incomodou por uns dias. Mundos diferentes,com situações iguais. Mães educadas completamente diferentes, com o mesmo problema de agressão.
Estranhamente, chegando em casa,eu chorei. Depois, dobrei os joelhos em oração. Clamei ao senhor, por cuidados com pessoas tão diferentes, com crianças tão fora dos contextos dos adultos.
Me peguei imaginando que talvez os meninos tivessem que ter o controle da situação . Se colocássemos os meninos juntos, nem perceberiam as diferenças sociais. De repente, sairiam abraçados, elaborando alguma brincadeira.
Mesmo dia. Dois meninos. Duas mães. Classe social completamente diferentes. Mesmo problema, com procedimentos diferentes. Orientações muito parecidas.
Descrevi esse caso, pra que possamos , juntos, refletirmos sobre nossas ações. Nossos atos. Nossas atitudes. O que estamos fazendo com nossas crianças. O que queremos delas. O que exigimos que façam. Pra onde queremos ir? O que estamos traçando?
São realmente sujeitos de direitos, ou apenas peças numa mesa, as quais devemos mexer conforme nossa vontade, de acordo com os nossos desejos.
Que possamos refletir.
Artigo 18 do Eca:
..." É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente,pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano,violento, aterrorizante,vexatório ou constrangedor.".....
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